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Written by xmcb   
Nov 19, 2005 at 07:52 AM

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Canyon Guartelá
Written by xmcb   
Nov 19, 2005 at 07:34 AM

CANYON GUARTELÁ

"... e como não se sentirá o homem pequeno diante desta gigantesca majestade esmagadora. E como se furtará ele de ser orgulhoso quando se lembrar que basta um aceno de sua mão para destruir toda esta obra de uma quase eternidade".
Alberto Loefgren


O QUE É UM CANYON

Produto das movimentações geológicas do planeta, um Canyon se forma, basicamente, porque a erosão vertical é superior à horizontal formando uma espécie de vale profundo, escavado por rios e cercados por paredes abruptas.
O termo Cânion foi emprestado do espanhol do México e da faixa do Pacífico incorporada aos Estados Unidos. No Brasil, usa-se também o termo "canhão".

ASPECTOS GEOGRÁFICOS

O Guartelá pertence à região dos Campos Gerais, primitivamente chamado Campos de São João ou Passagem de São João. Situado entre os rios Iapó e Tibagi até alcançar a região do Rio Pitangui.
Está encravada na escarpa que separa o primeiro do segundo planalto paranaense, na região denominada "escarpa devoniana".O Guartelá tem 40 Km de extensão aproximadamente, abertura máxima de um quilômetro e as escarpas tem entre 100 e 130 metros de abertura, sendo considerado o 6º maior Canyon do mundo em extensão e o 1º do Brasil.


Quanto à temperatura da região, ela varia entre 17° (mínima) e 30º (máxima) no verão, e 5° (mínima) e 22° (máxima) no inverno.
Segundo alguns pesquisadores, há quase 400 milhões de anos, a região foi coberta por uma geleira e depois se transformou num antigo oceano. Para outros, a formação do Canyon foi pluvial e não marina. Nenhuma das duas formações são confirmadas cientificamente.

ORIGEM DO NOME

Guartelá pertence a um bairro de Tibagi. O cânion na verdade deveria se chamar "Cânion do rio Iapó", uma vez que é cortado por este rio. Como sua maior parte está no bairro, acabou recebendo o nome de Guartelá.
A origem do nome ainda hoje é incerta. A versão mais aceita pelos pesquisadores narra um ataque dos índios à região. O local era povoado por gado descendente das criações trazidas de Portugal por Martim Afonso de Souza.
Com o gado chegaram vários criadores, que ergueram suas casas. Os novos habitantes não sabiam que os índios costumavam caçar na região durante o verão. A estação chegou e os índios se surpreenderam com a quantidade de gado - que para eles se tratavam de bichos selvagens como veado ou paca. Como os nativos acreditavam que os animais pertenciam a que os caçasse resolveram levar o gado mesmo com a resistência dos criadores. Organizou-se então um grande ataque.
Um fazendeiro resolveu avisar o vizinho, mandando um recado para outro através de um escravo. "Guarda-te lá que aqui bem fico", o recado chegou como Guartelá aqui Benfica, dando origem ao Guartelá e a Fazenda Benfica, localizada à margem esquerda do rio Tibagi.

FAUNA E FLORA

Nas áreas de altitude, a vegetação se caracteriza por campos nativos ou estepe de gramíneas baixas, consideradas as formações florísticas mais antigas do estado. Biólogos já encontraram na região espécies de plantas só vistas em lugares distintos: samambaias e xaxins típicos da mata atlântica, cactos encontrados na caatinga e imbira e Cambuí que foram à vegetação de banhados. No Guartelá está ainda a área de serrado mais ao sul do continente, característica própria da região Centro-Oeste do Brasil. Entre as principais espécies estão a Araucária, o pessegueiro-bravo, o angico, a copaíba, o barbatimão, o marmeleiro, o ipê amarelo, o cedro e a erva-mate. Tem ainda orquídeas, bromélias, cactos, a carqueja, o jerivá e o xaxim.
A diversidade de fauna também é muito grande, mas há ainda locais completamente virgens que escondem muitos animais. Há quem diga que já viu macaco, onça, lontra, veado, etc. Tudo isso num mesmo ecossistema. Mas os animais mais encontrados são os bugios, a jaguatirica, o veado, o urubu-rei, o gavião pombo, a seriema, a paca, a capivara, o lagarto, a jararaca, tamanduás-mirins, tatus.

HABITANTES DA REGIÃO


Há mais de dois mil anos tribos de índios Tupi-Guaranis e Jes viviam nos Campos Gerais, região central do Paraná. Tiravam da mata a caça e dos rios o peixe, necessário a sua sobrevivência. Os primeiros, segundo historiadores, viviam próximos dos rios, tinham conhecimento de navegação e construíam ocas, além de cultivar a terra com milho, mandioca, batata doce, algodão e fumo. Os Jes, menos desenvolvidos, preferiam viver quase que exclusivamente da caça e da coleta de raízes no interior. Foram estas tribos, no Paraná, responsáveis por boa parte dos costumes hoje praticados, principalmente no que diz respeito à linguagem. Nomes como Tibagi, Iapó, Paraná, Curitiba são do tempo em que eles viviam por estas terras.

O vale do rio Iapó, um destes lugares onde a fartura de alimentos e a geografia, útil como morada. Ali deixaram suas marcas em pinturas nas paredes de pedra do cânion.
As pinturas mostram cena de caça e de outros hábitos que faziam parte do cotidiano dos antecessores índios.
A vida dos índios seguiu tranqüilamente na região do Guartelá, até o período do descobrimento do Brasil. Logo depois, em 1525, chegaram os primeiros portugueses liderados por Aleixo Garcia, que seguiam viagem e em seguida alguns colonizadores, também portugueses, apesar do cânion, na época, ser área de domínio da Espanha. Em 1609 vieram às missões jesuítas espanholas para "domar" e catequizar os índios. Por fim, chegaram os garimpeiros em busca de ouro e diamantes e ainda, os bandeirantes e caçadores de escravos. Os índios, que já haviam perdido a alma e a identidade, agora morriam aos milhares (feitos de escravos).
Os segundos moradores da região foram os portugueses e espanhóis que se dedicaram a agricultura.
Por meio de herança, casamento e venda, muitos nomes de fazendeiros passaram a ter outra origem que a dos primeiros povoadores.
A maior parte dos proprietários atuais das fazendas reside nas cidades de Tibagi, Castro, Ponta Grossa, ou mesmo Curitiba, permanecendo na fazenda e administrando o dia a dia o capataz. Em algumas apesar da mecanização, energia elétrica, televisão, geladeira, muitos dos costumes dos ancestrais são mantidos na sua autenticidade e simplicidade.
A faixa de terra próxima ao rio Iapó é, em grande parte, construída por terreno mais acidentado, solo arenoso e com freqüente afloramento de arenito. Nessa faixa de terra, principalmente no chamado Guartelá de cima, poucas áreas são agricultáveis e nela têm suas propriedades ou ainda mais autênticos Guartelanos. São descendentes de tropeiros, que foram se fixando na região em meados do século XIX, conseguindo posse de pequenas áreas.

A LENDA DO CANYON DO RIO IAPÓ

Há muitos anos atrás, habitavam nesta região duas tribos inimigas, em uma delas vivia Potiraré, uma bela virgem, com os cabelos negros como o breu, de olhos brilhantes como os cristais e de pele macia como as nuvens, que havia sido prometida por seu pai, o cacique Iapó ao Deus Tupã, em troca de muita caça e pesca.
Na outra tribo, vivia Itamuru, um jovem guerreiro, rápido como um raio e forte como um trovão, destinado a ser o grande líder de sua tribo, guiado pelo espírito da floresta, que se apresenta sempre que se bate uma foto de algum lago com árvores à margem.
Um dia, Potiraré, banhando-se nas águas de uma bela fonte, foi surpreendida pelo jovem guerreiro Itamuru que num primeiro momento tentou assassina-la, sabendo que se tratava de uma inimiga.
Porém, ao apontar sua flecha entre os olhos da inimiga, sentiu-se fragilizado diante de tanta beleza e, naquela fonte, surgiu um grande amor.
Seu pai, o cacique Iapó, prevendo o relacionamento proibido de sua filha, que irritaria o Deus Tupã, trancou-a na gruta da pedra ume e disse: Guarda-te-lá, que lá ele bem fica.
Inconformado com a triste separação, o jovem Itamuru reuniu seus melhores guerreiros e partiu para a batalha, a fim de libertar sua amada.
O Deus Tupã, sabendo do ataque, lançou um forte raio para impedir o avanço dos guerreiros, abrindo a terra ao meio e fazendo com que violentas águas não permitissem a passagem dos índios.
Somente o guerreiro Itamuru conseguiu vencer os abismos e as corredeiras, fugindo com sua amada.
A revolta do Deus Tupã foi tão grande que o mesmo lançou outro raio, o qual petrificou o jovem Itamuru.
Potiraré, ao ver seu amado estendido e petrificado, chorou por muitas luas, até que suas lágrimas formassem uma enorme cachoeira, que de tão intensa, atravessou o corpo petrificado de seu amado, o qual permanece até hoje, como se estivesse a acalmar a força das lágrimas da amada, permanecendo em um eterno afago entre a água e a pedra.
E o cacique Iapó, com remorso por ter impedido tão intensa paixão, atirou-se às corredeiras do rio que lá passava, desaparecendo para sempre, ficando apenas seu nome para identificar o rio...Rio Iapó.
Autores:Gilson (Kiko) Proença, Professor; Adriana, Ana, Helmari, Cristian, Lucianna, Ivanor, Beto, Junilia, Velci, Walidir, Rosana, Lindair, Alunos do curso de guia de turismo especializado em atrativo natural do SENAC de Castro.

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Last Updated ( Mar 26, 2011 at 05:11 PM )
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Tibagi - Paraná
Written by xmcb   
Nov 19, 2005 at 07:25 AM

A história registra que bem antes da povoação da região, o Rio Tibagi foi objeto de passagem de numerosas expedições e bandeiras, que levavam os intrépidos aventureiros sertão a dentro.

A notícia de que o Rio Tibagi era rico em ouro e pedras preciosas atraiu, para a região, milhares de pessoas com o pensamento de fácil enriquecimento. Depois das "entradas" dos paulistas, por ali estiveram muitos curitibanos, mas nada se efetivou em termos de povoamento.

Segundo o mapa histórico e geográfico da Província de Misiones (1585-1896), os padres jesuítas implantaram diversas "reduções" na então República do Guairá, atual Estado do Paraná, e que pertencia à Espanha por força do Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494 por Espanha e Portugal. Algumas dessas reduções foram implantadas às margens do Rio Tibagi, e o objetivo dos padres era aldear os povos indígenas e doutriná-los. Fizeram história as reduções de San José (1626), San Javier (1622) e Encarnacion (1625).

Os primitivos moradores de Tibagi procediam de São Paulo, e seu estabelecimento na região foi lento e durou vários anos, até que fosse definitivamente escolhida a localização do povoado.

O grande pioneiro do núcleo, que gerou o atual município de Tibagi, foi Antonio Machado Ribeiro, paulista que chegou à região acompanhado de sua família, após ter requerido uma área de terras nas proximidades do Rio Tibagi, no crepúsculo do século XVIII. Apesar das dificuldades inerentes à época, outras famílias se fixaram no pequeno povoado de Tibagi. A esta altura, Antonio Machado Ribeiro era dono de extensa área de terras, que compreendia do Rio Pinheiro Seco até a barra do Rio Santa Rosa. Posteriormente apareceu por ali o coronel José Felix Novaes do Canto, que passou a residir no lugar denominado Monte Alegre, estendendo seus domínios para o interior e, juntamente com Machado Ribeiro, abriu um caminho até a margem direita do Rio Tibagi. Contudo, desgostoso por não ter podido legalizar suas terras, Antonio Machado Ribeiro resolveu atravessar o rio, estabelecer-se nas campinas situadas à margem do Tibagi, justamente no local onde se encontra a cidade de Tibagi.

As penetrações do homem branco despertaram a ira dos antigos moradores da grande região, os povos indígenas, que se sentiram ameaçados de expulsão, iniciando-se assim um período de hostilidades por parte dos indígenas, que atacavam aos que, por eles eram considerados invasores.

Reunidos, todos os moradores da Vila de Tibagi resolveram pelo contra-ataque com armas de fogo, o que acabou por empurrar os indígenas para o interior do sertão.

Bastante idoso, falece Antonio Machado Ribeiro que deixa, em forma de herança, grande propriedade a seus filhos Manoel das Dores Machado e Ana Beja Machado. A família pioneira doou, com o objetivo de se construir uma capela, uma área de 12 mil m² a Nossa Senhora dos Remédios, além da casa em que morava Antonio Machado Ribeiro. Ana Beja consegue, depois de muito sacrifício, a execução do templo religioso. Bem relacionada, leva para a capela recém construída o frei Gaudêncio de Gênova, que ali ficou como administrador até a data do seu falecimento.

O povoado de Tibagi foi elevado à categoria dc freguesia através da Lei Provincial n° 15, de 6 de março de 1846. Pela Lei Provincial n° 302, de 18 de março de 1872 foi criada a Vila de Tibagi, com território desmembrado do município de Castro, sendo instalada no dia 10 de janeiro do ano seguinte. Foi elevada à categoria de cidade através da Lei Estadual nº 259, de 27 de dezembro de 1897, cuja instalação deu-se nesta mesma data.

O maior nome da política tibagiense e um dos maiores do Estado foi Telêmaco Augusto Enéas Morosini Borba, que entrou para a política em 1882 elegendo-se alternadamente prefeito municipal de Tibagi e deputado provincial, defendendo as cores do Partido Liberal. Por ocasião da Revolução Federalista, em 1894, obrigou-se ao exílio, mas, ao ser anistiado retomou as lides políticas, elegendo-se deputado pela União Republicana Paranaense, posteriormente recupera o poder municipal, como prefeito. Segundo o historiador Túlio Vargas chamavam-no de "...prefeito vitalício e deputado crônico". Telêmaco Borba também notabilizou-se como sertanista e defensor das causas indígenas, faleceu na cidade de Tibagi, a 23 de novembro de 1918, vitima da gripe espanhola.

Geografia

O município tem uma área total de 3.108,746 km², sendo o município com a maior área no Paraná, fazendo divisa com 10 cidades. Representa 1,5597% do Estado, 0,5516% da região e 0,0366% de todo o território brasileiro.

Demografia

Dados do Censo - 2006

População total: 20.714

  • Urbana: 5.814
  • Rural: 14.900
  • Homens: 10.518
  • Mulheres: 10.196

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,686

  • IDH-M Renda: 0,615
  • IDH-M Longevidade: 0,668
  • IDH-M Educação: 0,774

Transporte

Hidrografia

Rodovias

Turismo

Atrativos Naturais

Atrativos Culturais

  • Biblioteca Pública Municipal
  • Igreja Matriz Nossa Senhora dos Remédios
  • Museu Municipal Histórico Desembargador Edmundo Mercer Junior
  • Palácio do Diamante
  • Teatro Municipal
  • Carnaval de Tibagi

Televisão

Tibagi possui uma boa estação retransmissora de emissoras de televisão, que conta com os seguintes canais:

 

Sinal oriundo de repetidoras próprias no município
Canais abaixo sintonizados apenas na sede do município atualmente
  • 56 - RPC / TV Esplanada (Globo) - Ponta Grossa / PR
  • 54 - Rede TV - São Paulo / SP
  • 44 - TV Record - São Paulo / SP
  • 39 - MTV Brasil - São Paulo / SP
  • 35 - TV Tibagi (Rede Massa / SBT) - Apucarana / PR
  • 33 - Rede Mercosul - Curitiba / PR
  • 29 - TV Cultura - São Paulo / SP
  • 27 - TV Canção Nova - Cachoeira Paulista / SP
  • 23 - Ulbra TV - Porto Alegre / RS
  • 17 - TV Bandeirantes - Curitiba / PR
  • 15 - Rede Vida - São José do Rio Preto - SP
Canais sintonizados no Distrito de Caetano Mendes (Porteira Grande)
  • 12 - RPC / TV Esplanada (Globo) - Ponta Grossa / PR
  • 10 - Tv Tibagi (Rede Massa / SBT) - Apucarana / PR
  • 08 - TV Tarobá - Bandeirantes - Cascavel / PR
Canais sintonizados no Distrito de Alto Amparo (São Bento)
  • 12 - RPC / TV Esplanada (Globo) - Ponta Grossa / PR
  • 10 - SBT - São Paulo

Rádio


Emissoras instaladas em municípios da região

Obs.: Nem todas as emissoras conseguem ser captadas em todos os pontos do município.

Jornais semanais e diários

Jornal de Tibagi
  • A Gazeta de Tibagi (extinto)
  • Folha da Cidade - edição Tibagi
Jornais da região
  • Página Um- Castro
  • Correio do Vale - Tel. Borba
  • Gazeta Alternativa - Tel. Borba
  • Jornal da Hora - Tel. Borba
  • Folha da Cidade - Tel. Borba
  • Expresso Notícias - Tel. Borba
  • Diário dos Campos - P. Grossa
  • Diário da Manhã - P. Grossa
  • Jornal da Manhã - P. Grossa
  • A Boa Nova - P. Grossa
  • Jornal Negocião - Tel. Borba
Outros jornais
  • Gazeta do Povo - Curitiba
  • Folha de Londrina

Internet

Provedores de Internet via rádio
  • DMA - 24 h
  • SpeedNet Wireless
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Last Updated ( Apr 02, 2011 at 12:53 PM )
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